CENPAH
Centro Pastoral Afro Pe. Heitor
O CENPAH (Centro de Pastoral Afro Heitor Frisotti) é um espaço de agregação de diversas iniciativas, no âmbito cultural, inter-religioso, de luta contra o racismo, para a igualdade e a promoção dos direitos humanos, valorizando a iniciativa dos leigos/as, acompanhando e assessorando os diversos processos propostos nessas dimensões.
A agenda de
reparação está no centro da luta do movimento negro hoje no Brasil. A aprovação
da PEC é uma grande vitória para fortalecer social e economicamente a população
negra, afinal a escravidão foi um crime contra a humanidade e as suas mazelas
afligem desproporcionalmente pretos e pardos brasileiros, maioria da sociedade
brasileira. Não aceitaremos menos que justiça racial plena, com reparação
histórica, políticas concretas e dignidade garantida para cada corpo negro
neste país!
O Dia Internacional da Criança Africana, celebrado anualmente em 16 de junho, é uma data significativa para a reflexão sobre as condições de vida, os direitos e as aspirações das crianças africanas. Instituído em 1991 pela Organização da Unidade Africana (atualmente União Africana), a data homenageia as milhares de crianças e adolescentes que, em 1976, na cidade de Soweto, África do Sul, protestaram contra a qualidade inferior da educação oferecida aos negros durante o apartheid, regime de segregação racial, e sofreram violenta e brutal repressão policial.
O pe. Bernardino Mossi (BM), comboniano, entrevistou recentemente o Pe.
Jurandyr, coordenador nacional da Pastoral Afro. Temos gosto em
apresentar aqui na íntegra o texto, para conhecer o caminho feito e
também apontar perspetivas e desafios para as comunidades e a igreja,
hoje e no futuro. Nossa profunda gratidão ao Pe. Jurandyr pelo seu tempo
e disponibilidade!
Com o objetivo de compreender a importância das iniciativas afro para o fortalecimento da Pastoral Afro-brasileira (PAB) em Minas Gerais, a PAB promoveu entre os dias 12 e 15 de outubro o Encontro Mineiro da Pastoral Afro-Brasileira (EMPAB). O EMPAB aconteceu em Conselheiro Lafaiete (MG) e teve como tema “Pastoral Afro-brasileira: Retomar o caminho e anunciar as forças vivas do povo negro” e lema “Louvai-o com tambores e a dança” (Sl 150, 4). Foram 80 lideranças negras presentes representando as 7 províncias do Regional Leste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
No Brasil, a Pastoral Afro remonta a 1988, mas precisa ainda de ser estendida a todas as Dioceses e de ser vista como parte da ação evangelizadora da Igreja - considera o P. Ibrahim Musyoka, coordenador da Pastoral Afro na Arquidiocese de Feira de Santana (Bahia). Trata-se duma Pastoral que procura valorizar o negro na sociedade brasileira. Um Sínodo dos Bispos sobre a Pastoral Afro, tal como se fez para a Amazónia, ajudaria muito nesse difícil trabalho, afirma este missionário.